T'trans integra Consórcio Signalling que ofereceu melhor proposta para Linha 17-Ouro em São Paulo


Nota do Consórcio Signalling ressalta “experiência comprovada” e união de empresas nacionais


O Consórcio Signalling, que ofereceu a melhor proposta na Licitação da Linha 17-Ouro, realizado no dia 07 de outubro de 2019, acaba de divulgar nota à imprensa destacando a experiência das empresas que o compõem.


O Consórcio é composto por duas empresas nacionais – Ttrans e Bom Sinal – e uma empresa suíça, a Molinari.


O proprietário da TTrans, Sidnei Piva de Jesus, é um dos sócios da Itapemirim.

Um dos mais importantes diferenciais do consórcio, afirma a nota, “é a união das maiores empresas nacionais do segmento (TTrans e Bom Sinal), suportada por uma empresa suíça com grande experiência em sistema (Molinari)”.


Liderado pela TTrans, a Nota do Consórcio tem como motivação afastar eventuais dúvidas quanto à capacidade das três empresas de empreenderem o projeto, afirmando logo de saída que o grupo conta com mais de 20 anos de experiência técnica “para o desenvolvimento bem como competência nas suas realizações metroferroviarias”.


Graças à essa experiência acumulada, o Consórcio garante que “foram reduzidas possíveis adaptações para a competitividade de custo e entrega no menor prazo possível, com foco em manter as bases do projeto original da SCOMI, já homologados, minimizando assim possíveis riscos técnicos relacionados aos produtos, sistemas e projeto civil (já em andamento)”.


Como destaque, o Consórcio afirma que vai reduzir o prazo de entrega do material rodante, grande dúvida do mercado após a quebra da Scomi, responsável por fornecer os trens no projeto original: “Em alinhamento a necessidade da mobilidade urbana de São Paulo, bem como a retomada das obras paralisadas, a solução de engenharia apresentada possibilita a redução do prazo de entrega do material rodante em até 50% do originalmente estimado pelo edital do projeto”.


HISTÓRICO


O Consórcio Signalling ofereceu a melhor proposta na Licitação da Linha 17-Ouro, realizado no dia 07 de outubro de 2019.

Ele será o responsável por fornecer 14 trens para a linha 17-Ouro do monotrilho.

A concorrência engloba também a instalação de portas de plataforma nas oito estações da linha e os equipamentos para o sistema de alimentação elétrica, aparelhos de mudança de via e de manutenção dos trens.


Apesar de ter apresentado o menor preço, a proposta depende agora de análises por parte do Metrô de SP para ser oficializada e homologada, assim como podem surgir recursos dos demais concorrentes.


O consórcio, liderado pela TTRANS (Trans Sistemas de Transportes Ltda), ofereceu a melhor oferta (R$ 982,177 milhões) diante dos concorrentes CQCT Golden Phoenix (R$ 1,332 bilhão) e BYD Skyrail São Paulo (R$ 988,985 milhões).


FALÊNCIA DA SCOMI

O Metrô de São Paulo havia informado no dia 11 de julho passado que a licitação internacional seria para a compra de 14 trens e dos sistemas de sinalização para a linha 17-Ouro do monotrilho.


A Scomi, empresa da Malásia que iria fabricar as composições, entrou em processo de falência.A concorrência engloba também a instalação de portas de plataforma nas oito estações da linha e os equipamentos para o sistema de alimentação elétrica, aparelhos de mudança de via e de manutenção dos trens.

Em nota, o Metrô explicou que o novo contrato vai substituir a contratação do Consórcio Monotrilho Integração (CMI).


Essa nova contratação vai substituir o Consórcio Monotrilho Integração (CMI), cujo acordo foi rescindido este ano pela atual gestão do Metrô, após constantes atrasos e redução no ritmo dos trabalhos pelo consórcio. Os problemas também levaram a aplicação de multas no valor de R$ 88 milhões, além da suspensão das empresas integrantes do consórcio de novas licitações e contratos com a administração estadual de São Paulo pelo período de dois anos.


RESCISÃO

A Companhia do Metropolitano de São Paulo decidiu rescindir o contrato de construção do monotrilho da Linha 17-Ouro em março deste ano. O governo do estado de São Paulo alegou que o Consórcio responsável vinha atuando com lentidão na condução das obras.


As obras do Monotrilho da Linha 17-Ouro estavam sob responsabilidade do Consórcio Monotrilho Integração, formado pelas empresas CR Almeida, Andrade Gutierrez, Scomi (que desistiu da obra) e MPE.


O grupo era responsável pela implantação de itens como vias, portas de plataformas, sistemas de sinalização, material rodante e CCO – Centro de Controle Operacional do trecho que vai das estações Jardim Aeroporto a Morumbi.


O governo informou ainda que buscou acelerar o ritmo da obra, mas com a falência da fábrica dos trens, a Scomi da Malásia, ficou inviável concluir o projeto.


O Metrô de SP prometeu então realizar uma nova licitação para a retomada da Linha 17-Ouro, cujo traçado prevê a ligação do aeroporto de Congonhas até a estação Morumbi da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

No dia 27 de maio de 2019, o Metrô publicou o edital de licitação para conclusão das obras de estações da linha de monotrilho.

A entrega das propostas foi marcada para 02 de agosto. A concorrência envolveu as estações Congonhas, Brooklin Paulista, Jardim Aeroporto, Vereador José Diniz, Campo Belo, Vila Cordeiro, Chucri Zaidan e Pátio Água Espraiada.


Além do acabamento, paisagismo, instalações hidráulicas e comunicação visual, as intervenções envolvem implantação de ciclovia, recapeamento da Avenida Jornalista Roberto Marinho, construção de um centro comunitário e esportivo e a construção das vigas pré-moldadas dos elevados dos trens leves de média capacidade.

O prazo de vigência contratual é de 36 meses e o critério de julgamento da licitação é o menor preço. O valor do orçamento estimado pelo Metrô para a licitação é sigiloso até a assinatura do contrato.

Já no dia 12 de julho de 2019, o Metrô publicou a abertura de licitação internacional para a compra de 14 trens e dos sistemas de sinalização para a linha 17-Ouro do monotrilho, no que chamou de última etapa para a conclusão da linha que deveria ter sido entregue em 2014.

A sessão de recebimento das propostas foi marcada para 15 de setembro. No dia 13 de setembro, dois dias antes, o Metrô adiou a Sessão Pública de Recebimento e Abertura da licitação internacional para 07 de outubro, que finalmente aconteceu conforme previsto.


Fonte: Diário do Transporte

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