Receita paga hoje 2º lote da restituição do imposto de renda. Veja onde investir

O valor a que você tem direito será corrigido pela variação da taxa básica de juros, a Selic, pelo período que você esperar - e sem impostos


A Receita Federal paga hoje (15) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2019. Serão R$ 5 bilhões pagos para 3.164.229 contribuintes.


Pouco menos de metade do total, R$ 2,36 bilhões, irão para contribuintes idosos acima de 60 anos, contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave, e contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério.


Saiba como consultar a restituição do imposto de renda 2019 e entenda o status da sua declaração


Se você entregou a declaração do imposto de renda nos últimos dias de prazo e vai demorar a receber a restituição, não precisa ficar triste.

O valor a que você tem direito será corrigido pela variação da taxa básica de juros, a Selic, pelo período que você esperar - e sem impostos.


Quem receber neste segundo lote, por exemplo, terá o valor da restituição corrigido em 2,01%, correspondente ao período de maio a julho.


Listamos a data de pagamento de cada um dos próximos seis lotes que estão programados pela Receita Federal para você já começar a contar os dias para o dinheiro cair na sua conta.


Só cuidado para não sair gastando por conta o dinheiro que espera receber. Você ainda não sabe em qual lote irá receber, mesmo que não esteja na malha fina.


Veja as datas de pagamento dos lotes de restituição do imposto de renda:

Onde investir o dinheiro?


Perguntar qual o melhor investimento é como querer saber qual o melhor remédio na farmácia. Você precisa entender a sua necessidade para ter essa resposta.


"O investimento é o meio, não o fim", diz Bruno Ferreira Souza, planejador financeiro certificado pela Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar).


Ele explica que, quando as pessoas recebem um dinheiro com o qual não contavam, como a restituição do imposto de renda, tendem a pensar que podem correr o risco de perdê-lo e se arriscar mais nos investimentos. No entanto, é preciso respeitar o perfil de cada um.

"Com a taxa de juros em queda, as pessoas querem ter mais rentabilidade, mas muitas vezes não conhecem os riscos que estão correndo. Os investidores não podem colocar suas reservas financeiras a perder simplesmente porque os juros estão baixos", lembra Vignoli, do SPC Brasil.

A taxa Selic, referência para os juros dos investimentos, está em 6,5% ao ano, o menor patamar da história, e pode cair ainda mais neste ano. Analistas do mercado acreditam que ela ainda pode descer até 5,50% em 2019.


Mas independentemente disso, seu primeiro investimento deve ser para criar uma reserva de emergência, um dinheiro para ter disponível se passar por algum aperto que não estava previsto, — e o dinheiro extra da restituição do imposto de renda é uma boa oportunidade para começar.

O ideal é guardar um valor equivalente a entre três e seis meses de renda, mas não se paralise por isso. Qualquer valor serve para começar.

Os melhores investimentos para manter esse dinheiro são aqueles que oferecem liquidez, ou seja, permitem resgatar o dinheiro em qualquer momento.


Além disso, é importante que essa aplicação financeira seja pouco volátil, para não correr o risco de ter rentabilidade negativa bem na hora que você precisar sacar o dinheiro.

Para isso, as melhores opções são títulos do Tesouro Direto que acompanham a Selic. Outras opções para quem está começando a investir e não tem tanto dinheiro são os fundos DI ou os CDBs pós-fixados.

No caso dos fundos, a taxa de administração pode ser alta e comer parte do retorno. Por isso, procure fundos simples com taxa de administração abaixo de 1% ao ano.


No caso dos CDBs, o problema é que a taxa de retorno pode ser abaixo de 100% do CDI, um indicador que reflete a Selic, taxa básica de juros da economia.


Um CDB que rende 100% do CDI, em outras palavras, terá exatamente a mesma rentabilidade da variação do CDI em determinado período — ou da Selic. Procure CDBs que rendam perto ou acima disso.

Além da reserva de emergência


Quem já tem uma reserva de emergência investida aí, sim, pode focar na busca por rentabilidades maiores para realizar planos de prazos mais longos. Pode ser realizar uma viagem nas próximas férias de verão, casar daqui um ano ou fazer uma pós-graduação em três anos.

É importante primeiro definir o seu objetivo financeiro e o prazo para realizá-lo. Só então será possível escolher o investimento.

Quem pode deixar o dinheiro preso por mais tempo e topa encarar mais risco pode investir em fundos multimercados ou em fundos de ações, em que o gestor investe em produtos de renda variável, como ações, por exemplo.


Os especialistas apostam que a economia brasileira vai se recuperar nos próximos anos e que, com o crescimento das empresas, as ações da bolsa devem se valorizar.


Então é isso, fique de olho no calendário de liberação da restituição do imposto de renda e na comparação entre os investimentos. E boa sorte!


Fonte: Valor Investe



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