Considerações sobre o “Novo Ensino Médio” (parte 2)


Na coluna passada vimos algumas propostas do novo ensino médio e o que vêm de mudança por aí, se você ainda não leu vale a pena conferir...


A nova lei traz muitos detalhes importantes e vamos falar mais sobre isso nesta semana.


Entre os cinco itinerários formativos, o Itinerário profissional tem como horizonte o mercado de trabalho; os outros itinerários têm como horizonte uma área do ensino superior. A carga horária hoje de 2.400 horas, será ampliada para 3 mil horas, gradualmente ao longo dos próximos cinco anos, sendo que até 60% disso (1.800h), será comum a todos os alunos e o restante terá de ser escolhido entre os cinco itinerários. O “Novo Ensino Médio” permite a composição de itinerários formativos integrados, que se traduz na composição de componentes curriculares da BNCC e dos itinerários formativos.


Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que define as competências e conhecimentos essenciais de aprendizagem que deverão ser contemplados durante o ensino médio, foram estabelecidas três disciplinas obrigatórias durante os três anos: Matemática, Língua Portuguesa e Língua Inglesa. As escolas poderão ofertar outras línguas, além do inglês, sendo a língua espanhola a segunda sugerida pelo Ministério da Educação (MEC).  As disciplinas de Filosofia, Sociologia, e Artes poderão ser contempladas na base como disciplinas curriculares ou como temas transversais, tornando-se objetos de estudo, e, a Educação Física passa a ser facultativa. 


O Governo Federal deverá estabelecer os padrões de desempenho esperados para o ensino médio, que serão referência nos processos nacionais de avaliação, a partir da BNCC, como o IDEB e o ENEM, por exemplo. Da mesma forma, o processo seletivo para ingresso no ensino superior considerará as competências e habilidades definidas na BNCC. A Lei admite profissionais com notório saber, reconhecido pelos respectivos sistemas de ensino, podendo ministrar conteúdos de áreas afins à sua formação ou experiência profissional, atestados por titulação específica ou prática de ensino em unidades educacionais da rede pública ou privada, ou ainda das corporações privadas em que tenham atuado. Vale ressaltar que esses profissionais só poderão atuar no itinerário de formação técnica e profissional.


Na nova lei as escolas são orientadas a oferecerem o ensino médio em tempo integral, e para isso foi criada a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral (EMTI). O Ministério da Educação pretende investir nas escolas que tiverem interesse em oferecer o ensino em tempo integral. Em 2019, as escolas-piloto selecionadas testarão as alterações no novo ensino médio. O MEC acredita que até 2022 todo o sistema educacional brasileiro estará reformulado.


Deus abençoe o Brasil!

Mayra Chaves



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