Cerca de 35% dos recrutadores eliminam currículos em até dez segundos

De 6 a 10 segundos: é esse o tempo que 30% dos recrutadores levam, em média, para descartar ou decidir manter um currículo na disputa por uma vaga de emprego. Depois disso, cerca de 15 a cada cem currículos são revistos com maior cuidado pelos profissionais, ouvidos durante um levantamento realizado pela empresa de recrutamento virtual Catho.


Os outros 70% dos 400 entrevistados afirmaram fazer a avaliação em até 5 segundos (5%); de 11 a 29 segundos (27%); de 30 a 59 segundos (17%) e mais de 1 minuto (21%). Para a especialista em RH da Soul, Renata Filippi, isso depende do nível de profissional que é buscado:

— Para cargos de níveis hierárquicos menores, é mais rápido avaliar currículos. É impossível fazer no mesmo tempo a análise para uma vaga de executivo. O que faz com que a gente tenha mais rapidez na desqualificação de um candidato é o não cumprimento de requisitos rápidos de identificar.


Gerente da Catho, a Tabitha Laurino acrescenta:


— São dois os fatores que contribuem para esse descarte rápido. E não são excludentes. Recrutadores mais experientes checam logo se o currículo tem dados de contatos, pois muitos, por incrível que pareça, vêm com erros nessa parte básica, e verificam o cumprimento dos requisitos para a vaga, como Inglês fluente. Se o candidato não tem, é descartado em menos de 10 segundos. E, por outro lado, houve uma redução nas áreas de recursos humanos, principalmente das grandes e médias empresas, que sobrecarregou recrutadores e pode fazer com que eles precisem passar mais rápido pelos currículos.


Por isso, cada vez mais é importante a funcionalidade desses documentos: organizar de forma simples as informações principais, para serem logo encontradas. O recomendado é que o documento tenha, no máximo, duas páginas.


— Se o recrutador não encontra as informações que precisa e tem muitos outros profissionais elegíveis, ele parte para a próxima análise — afirma Renata, da Soul. O que também pode afastar recrutadores são erros de português. Apesar de serem fruto até de falhas de atenção normais durante a digitação, são vistos como desleixo.


— Os erros mais comuns são de concordância verbal e nominal. O problema é que costumam significar para o recrutador um certo desleixo. Pois o candidato tem bastante tempo para fazer uma revisão, pedir que um colega olhe atentamente. Parece displicentes entregar com erros de português, assim como não colocar a área ou o cargo que o interessa — diz Tabitha, da Catho, também alertando para a importância do aspecto visual: — É importante prestar atenção para que os parágrafos tenham a mesma margem, não variar de fontes dentro deles, para o documento ficar mais “limpo”.



Fonte: EXTRA

21 visualizações0 comentário